Oświęcim, os armazéns junto à Judenrampe
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Pavilhões de tijolo junto à rampa a partir dos quais era abastecido todo o complexo. A melhor prova de que Auschwitz foi uma empresa.
Em alemão chamavam-se Kartoffellagerhallen, pavilhões para armazenar batatas. Ficam a algumas centenas de metros da Judenrampe, no mesmo ramal, e não é por acaso: a mercadoria chegava de comboio e passava diretamente para o armazém. Daqui distribuía-se a comida pelo campo principal, por Birkenau e pelos subcampos espalhados por toda a região.
Este lugar diz do campo algo que não se vê de trás do arame. Auschwitz tinha também fornecedores, faturas, quotas de distribuição e gente que fazia essa contabilidade. As rações dos presos eram nela uma rubrica calculada ao grama, acertada para que uma pessoa trabalhasse uns meses e caísse. A fome não foi aqui consequência do caos nem da escassez. Foi uma decisão escrita numa tabela.
Os edifícios continuam de pé, em campo aberto, alguns sem telhado. Caminhamos entre eles e mostramos onde ficava a rampa de descarga, onde as câmaras, como funcionava aquele circuito. Para muitos grupos é o momento em que o tema deixa de ser uma abstração e passa a ser logística.
Foto: Auschwitz Subcamps. Descrição própria, com base em documentação de campo, em materiais do Museu Estatal de Auschwitz-Birkenau em Oświęcim e em estudos históricos.
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